Postado por Valdinéia Morais
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares).
Uma dica para o primeiro dia de aula
RETRATO FALADO
Diga à classe que todos vão ganhar um retrato.
Pregue na parede uma folha de papel Kraft da altura da criança.
Posicione o aluno de modo que fique encostado na folha e, com um lápis, desenhe o contorno do corpo dele. Estimule a turma a dizer como é o cabelo, o rosto, se usa óculos etc.
Durante a atividade, repita muitas vezes o nome do aluno, para que os colegas memorizem.
Faça o retrato de todos. Por fim, peça a um colega que desenhe o seu contorno, repetindo o processo de observação, para que as crianças também se familiarizem com você. Pendure os desenhos na parede e elogie o grupo.
Nos dias seguintes, logo na entrada, pergunte à classe quem é cada um dos colegas desenhados e se ele está presente. Se estiver, ganha uma salva de palmas. Deixe os papéis expostos por algum tempo.
É importante para os pequeninos que suas produções permaneçam ali até eles se sentirem pertencentes ao grupo e ao ambiente
OS MATERIAIS QUE VAMOS USAR
Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos, pincel, tesoura ou um pouco de argila.
Peça às crianças que procurem, em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas.
Oriente a busca dizendo quente, se o que procuram está perto, morno, se está a uma distância média, ou frio, quando estiver longe.
Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um.
Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado.
MEU NOME É...
Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda.
Peça que cada uma identifique seu nome.
Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes.
Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as
Agrupe as crianças de acordo com as afinidades.
Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome.
Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá.
Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural.
Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.
Peça que cada uma identifique seu nome.
Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes.
Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as
Agrupe as crianças de acordo com as afinidades.
Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome.
Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá.
Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural.
Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.
Recomendado para: Educação Infantil
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA - 2005
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA - 2005
Postado por Valdinéia Morais
O Papel da Brincadeira no Desenvolvimento da Criança.
O Papel da Brincadeira no Desenvolvimento da Criança.
Pode-se
afirmar que Piaget muito tem contribuído com suas teorias para a educação.
Segundo ele, as brincadeiras possuem um papel fundamental no desenvolvimento
infantil.
Para Piaget,
o ato de brincar faz parte do cenário infantil, e, portanto, deve ser percebido
como instrumento que possibilite a interação entre as crianças, bem como
estimular de suas funções psíquicas, motoras e cognitivas.
Ao analisar o comportamento infantil e o
desenvolvimento da criança nos vários períodos da vida, o autor ressalta a
importância da brincadeira como estímulo a habilidades distintas, tais como a
coordenação motora, o desenvolvimento da linguagem no ato da socialização com
os colegas, o estabelecimento de regras, o raciocínio lógico, etc.
Segundo
ele, o período sensório - motor (0 a
2 anos de idade)
se caracteriza pela aquisição de um tipo de inteligência baseada nas sensações
e na motricidade da criança. Dessa forma, esse período é propício ao
desenvolvimento de brincadeiras que estimulem os sentidos e os movimentos das
crianças.
Já
o período pré-operacional (2 a 7 anos de idade) consiste
no início da socialização. Nesse período a criança passa pelo processo de
representação mental e verbal, o ato de brincar se torna algo espontâneo e ao
mesmo tempo imaginário, o que a leva a criar e reinventar inúmeros personagens.
Partindo dessas considerações, durante
uma brincadeira, ao assumir e distribuir papéis, segundo a concepção de Piaget,
a criança possui a capacidade de fazer operações mentais, que segundo ele
“precisam já ter feito parte da experiência empírica do indivíduo”, ou seja, ao
brincar, a criança muitas vezes está recriando algum acontecimento vivido ou
presenciado por ela em algum momento.
Desse modo, podemos dizer que a
criança opera mentalmente e assimila o que acontece a sua volta demonstrando
através de esquemas e ações representativas. Ao brincar, de casinha, por
exemplo, a criança imita ou recria acontecimentos ocorridos no seio da sua
própria família, e isso na maioria das vezes é perceptível quando as crianças imitam
durante as brincadeiras a figura dos pais ou do professor.
Nesse período, segundo Piaget, “o
indivíduo só opera mentalmente com dados que já tenham feito parte de sua
experiência e que possam ser mentalmente manipulados”. Por isso a importância
do lúdico nessa etapa do desenvolvimento da criança, pois através da
brincadeira envolvendo o material concreto, ela vai associando o que o
professor diz a um objeto que foi usado durante uma aula, como por exemplo, uma
dobradura para ilustrar uma letra do alfabeto, etc, considerando que através de
uma referência a criança consegue assimilar ou operar mentalmente o que fora
dito.
Se você deseja saber mais sobre as
fases de desenvolvimento da criança assista o vídeo abaixo:
Você também poderá gostar de assistir:
Por:
Rosimeire Rocha Lionel
Referência:
SANTOS,
Núbia Schaper. Os dois
primeiros estágios do desenvolvimento na teoria de Piaget. Faculdade de
Educação -Universidade Federal de Juiz de Fora, 2012.A rotina na educação infantil
ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A rotina é um elemento importante
da Educação Infantil, por proporcionar à criança sentimentos de estabilidade e
segurança. Também proporciona à criança maior facilidade de organização
espaço-temporal, e a liberta do sentimento de estresse que uma rotina desestruturada
pode causar. Entretanto, como vimos, a rotina não precisa ser rígida,
sem espaço para invenção (por parte dos professores e das crianças). Pelo
contrário a rotina pode ser rica, alegre e prazerosa, proporcionado espaço para
a construção diária do projeto político-pedagógico da instituição de Educação
Infantil.
Após a chegada, o educador deve
organizar a roda de conversa, onde as crianças podem trocar idéias e falar
sobre suas vivências. Aqui cabe ao educador organizar o espaço, para que todos
os que desejam possam falar, para que todos estejam sentados de forma que
possam ver-se uns aos outros, além de fomentar as conversas, estimulando as
crianças a falarem, e promovendo o respeito pela fala de cada um.
Através das
falas, o professor pode conhecer cada um de seus alunos, e observar quais são
os temas e assuntos de interesse destas. Na roda, o educador pode desenvolver
atividades que estimulam a construção do conhecimento acerca de diversos
códigos e linguagens, como, por exemplo, marcação do dia no calendário,
brincadeiras com crachás contendo os nomes das crianças, jogos dos mais
diversos tipos (visando apresentá-los às crianças para que, depois, possam
brincar sozinhas) e outras.
Também na roda deverão ser feitas discussões acerca
dos projetos que estão sendo trabalhados pela classe, além de se apresentar às
crianças as atividades do dia, abrindo, também, um espaço para que elas possam
participar do planejamento diário. O tempo de duração da roda deve equilibrar
as atividades a serem ali desenvolvidas e a capacidade de
concentração/interação das crianças neste tipo de atividade.
A
rotina na educação infantil
Rotina à estrutura básica, da
espinha dorsal das atividades do dia. A rotina diária é o desenvolvimento
prático do planejamento. É também a seqüência de diferentes atividades que
acontecem no dia-a-dia da creche e é esta seqüência que vai possibilitar que a
criança se oriente na relação tempo-espaço e se desenvolva. Uma rotina adequada
é um instrumento construtivo para a criança, pois permite que ela estruture sua
independência e autonomia, além de estimular a sua socialização.
Maria Carmen Barbosa e Maria da
Graça Horn, afirma em Organização do Espaço e do Tempo na Escola Infantil.
“O cotidiano de uma Escola Infantil tem de prever momentos diferenciados que certamente não se organizarão da mesma forma para crianças maiores e menores. Diversos tipos de atividades envolverão a jornada diária das crianças e dos adultos: o horário da chegada, a alimentação, a higiene, o repouso, as brincadeiras – os jogos diversificados – como o faz-de-conta, os jogos imitativos e motores, de exploração de materiais gráficos e plásticos – os livros de histórias, as atividades coordenadas pelo adulto e outras".

Assim, para organizar estas
atividades no tempo, é fundamental levar em consideração três diferentes
necessidades das crianças:
“As necessidades biológicas, como as relacionadas ao repouso, à alimentação, à higiene e à sua faixa etária; as necessidades psicológicas, que se referem às diferenças individuais como, o tempo e o ritmo de cada um; as necessidades sociais e históricas que dizem respeito à cultura e ao estilo de vida”.
É interessante aqui reforçar a
idéia de que a rotina deve prever pouca espera das crianças, principalmente
durante os períodos de higiene e de alimentação. A espera pode ser evitada se
organizarmos a nossa sala de aula de maneira que a criança tenha a
possibilidade de realizar outras atividades, de forma mais autônoma, tendo
livre acesso a espaços e materiais, enquanto o professor está atendendo uma
única criança.
Atividades
de organização coletiva
As crianças definem o que desejam
fazer, e para isso é necessário que o ambiente, em termos de materiais e
espaços, dê condições. Já as crianças maiores podem participar na própria
organização das atividades. Uma festa, por exemplo, é uma atividade coletiva
que pode ser organizada junto com as crianças. O mesmo pode ser feito com
relação a um passeio, uma visita fora da instituição.
Atividades
de cuidado pessoal
Não devemos separar o “cuidar”do
“educar”. Uma das preocupações básicas das atividades de cuidado pessoal é com
a saúde, entendendo a saúde como sendo o bem-estar físico, psicológico e social
da criança. A higiene, o sono e a alimentação são algumas das principais
condições para a sua vida, é necessária uma atenção maior em relação à limpeza
e aos hábitos adequados de higiene. Também a alimentação é muito importante e
não deve ser encarada com momento de dificuldade e de tensão. É importante
observarmos alguns detalhes, tais como: o uso do guardanapo, a utilização
correta dos talheres, e a ingestão de líquidos no momento adequado.
É possível organizar na creche
brincadeiras e músicas que envolvam questões de higiene e alimentação. O sono é
outro fator relevante para a saúde da criança, o ideal é que sejam ofertadas
outras opções de atividades para as crianças que não querem ou não conseguem
dormir. O problema da exigência dos momentos de sono da criança é o resultado
da falta de pessoal. Mas isso não é correto? Importante: as crianças nunca devem
dormir sem a presença de um adulto para atender a qualquer eventualidade, como
passar mal, acordar aos sustos, por exemplo. Além disso, o horário é de
descanso das crianças e não do profissional, que neste momento está trabalhando!
O momento do banho é especial para a criança na creche. No berçário, devemos cuidar da temperatura da água, arrumar as roupas antecipadamente e escolher os brinquedos para entreter a criança antes, durante e após o banho. No maternal pode-se dar banhos de mangueira nas crianças, ou mesmo instalar chuveiros externos quando as condições climáticas assim permitirem.
Atividades dirigidas
Na creche, as atividades dirigidas são aquelas que o professor realiza com uma ou poucas crianças, procurando chamar a atenção pra algum elemento novo do ambiente, como uma figura, uma brincadeira com som etc. No momento em que as crianças aprendem a andar é relevante realizar passeios pela creche. O adulto deve coordenar inúmeras atividades com as crianças, a partir de certa idade, tais como: contar histórias, fazer teatro com fantoches, ensinar músicas e brincadeiras de roda, brincar de esconde-esconde. O interessante é propor atividades à criança e deixá-la segura para escolher a forma de participar. Isso significa respeitar seu ritmo, confiar na criança, na sua capacidade de ação e na liberdade que tem para expressar seus sentimentos.
Atividades
livres (isto é, menos dirigidas pelo professor)
Estas atividades devem fazer
parte d programação diária de todos os grupos de crianças, desde o berçário até
a turma dos maiores. Cabe a este organizar espaços e momentos para que as
crianças livremente explorem o ambiente e escolham suas atividades específicas,
mas é sempre interessante que o professor intervenha na coordenação das
brincadeiras quando assim for necessário e integre-se como participante.
Por:
Rosimeire Rocha Lionel
Referências quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Crianças bilíngües: o ensino de línguas na infância pode ajudar no aprendizado.
O ser humano está sempre aberto ao
aprendizado de coisas novas. Mas, de um modo geral, as crianças e jovens
aprendem com maior facilidade que os adultos. Pesquisas apontam que nos
primeiros anos de vida a área do cérebro responsável pela linguagem
está mais ativa. Aprender uma nova língua, além da nativa, pode ser
mais fácil para as crianças e adolescentes.
O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs, acredita que o ensino de línguas deve ocorrer ainda na infância. “Diversos estudos demonstram que a partir dos 3 anos de idade já é ideal para criança aprender e previne doenças como o mal de Alzheimer. Os estudos demonstram ainda que as pessoas que tem o ensino de idiomas na sua infância possuem facilidade maior de assimilação de outras disciplinas e raciocínio. É com base nessas teorias que incentivamos nossos alunos”, conta.
Karla Vargas é mãe de duas crianças, uma de cinco e outra de 9 anos. Eles já são bilíngües. “Aprendi outra língua já bem mais velha. Na verdade não se dava tanta importância como é dada hoje. Atualmente o inglês é fundamental no ensino da criança. Por isso a iniciativa de começar mais cedo. Isso significa para as nossas crianças uma influência muito positiva, eles descobrem um mundo novo, mais abrangente e com mais oportunidades”, revela a mãe que também é presidente da Associação de Pais Mestres da escola de seus filhos.
Os filhos de Karla não estudam em escolas especializadas no ensino exclusivo de idiomas. O casal de crianças ganha fluência em um novo idioma na própria escola em que cursam o ensino regular.
O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs é um dos responsáveis pela implantação do Projeto Integral Bilíngue nas escolas Pinocchio e Martha Falcão, ambas em Manaus.
“O projeto foi idealizado em 2008 quando fizemos uma vasta pesquisa em diversas outras instituições do Brasil inteiro, para trazer pra Manaus algo inovador e pioneiro. De manhã o aluno tem o ensino regular com as disciplinas normais do currículo e a partir de 11h30, quando ele sai da sala de aula inicia o projeto.Ele passa a ter uma imersão no idioma. Nós trabalhamos muito a palavra imersão, exatamente com essa palavra que conseguimos traduzir o projeto. Os alunos aprendem o idioma vivenciando o que eles tem no dia a dia”, conta.
As crianças com idade entre quatro e dez anos podem ser matriculadas no projeto, que é realizado das 11h30 às 17h30 nos mesmos dias letivos do ensino regular.
Após as aulas eles fazem atividades artísticas, lúdicas e praticam esportes. Durante 6 horas diárias as crianças se comunicam exclusivamente em inglês.
A metodologia diferenciada
O ensino de um novo idioma para as crianças exige uma metodologia especial que envolve atividades mais lúdicas. “É diferenciada sim, no entanto, tem um ponto em comum: a prática. Você só aprende falando, então trabalhamos muito a palavra ‘teatrinho’, que parece infantil, mas acaba sendo aplicada a diversas idades. Um exemplo prático: eu posso te dar aula sobre os alimentos que tem em inglês. Eu falar, você repetir, ou então eu te apresento essas palavras, coloco no quadro com imagens e vídeo. Encenamos que estamos em um restaurante. Eu sou o garçom, você é o cliente. A gente acaba trabalhando dessa forma mais lúdica e tem dado um resultado fantástico”, revela Sanchs.
Expandir o projeto
Segundo o coordenador, o programa realizado em Manaus já passou da fase experimental e está se expandindo. “Já começamos com as crianças a partir de quatro anos de idade, no 2º período do ensino infantil, até o 5º ano, o que corresponde a idade de aproximadamente 9 ou 10 anos. A cada ano estamos ampliando para mais séries. Fazemos outras atividades e os projetos incentivam outras instituições também”, disse.
Karla Vargas defende a difusão de projetos como o Projeto Integral Bilíngüe do colégio Martha Falcão, pela rede de ensino nacional. “Eu acredito que deveria ser estendido para todas as escolas. Se a criança souber desde cedo é melhor. A dificuldade para o adulto é muito maior, na infância eles aprendem com tranqüilidade e sem conflitos”, ressalta.
por: Letícia Rosângela de Andrade Santos Dutra
O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs, acredita que o ensino de línguas deve ocorrer ainda na infância. “Diversos estudos demonstram que a partir dos 3 anos de idade já é ideal para criança aprender e previne doenças como o mal de Alzheimer. Os estudos demonstram ainda que as pessoas que tem o ensino de idiomas na sua infância possuem facilidade maior de assimilação de outras disciplinas e raciocínio. É com base nessas teorias que incentivamos nossos alunos”, conta.
Karla Vargas é mãe de duas crianças, uma de cinco e outra de 9 anos. Eles já são bilíngües. “Aprendi outra língua já bem mais velha. Na verdade não se dava tanta importância como é dada hoje. Atualmente o inglês é fundamental no ensino da criança. Por isso a iniciativa de começar mais cedo. Isso significa para as nossas crianças uma influência muito positiva, eles descobrem um mundo novo, mais abrangente e com mais oportunidades”, revela a mãe que também é presidente da Associação de Pais Mestres da escola de seus filhos.
Os filhos de Karla não estudam em escolas especializadas no ensino exclusivo de idiomas. O casal de crianças ganha fluência em um novo idioma na própria escola em que cursam o ensino regular.
O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs é um dos responsáveis pela implantação do Projeto Integral Bilíngue nas escolas Pinocchio e Martha Falcão, ambas em Manaus.
“O projeto foi idealizado em 2008 quando fizemos uma vasta pesquisa em diversas outras instituições do Brasil inteiro, para trazer pra Manaus algo inovador e pioneiro. De manhã o aluno tem o ensino regular com as disciplinas normais do currículo e a partir de 11h30, quando ele sai da sala de aula inicia o projeto.Ele passa a ter uma imersão no idioma. Nós trabalhamos muito a palavra imersão, exatamente com essa palavra que conseguimos traduzir o projeto. Os alunos aprendem o idioma vivenciando o que eles tem no dia a dia”, conta.
As crianças com idade entre quatro e dez anos podem ser matriculadas no projeto, que é realizado das 11h30 às 17h30 nos mesmos dias letivos do ensino regular.
Após as aulas eles fazem atividades artísticas, lúdicas e praticam esportes. Durante 6 horas diárias as crianças se comunicam exclusivamente em inglês.
A metodologia diferenciada
O ensino de um novo idioma para as crianças exige uma metodologia especial que envolve atividades mais lúdicas. “É diferenciada sim, no entanto, tem um ponto em comum: a prática. Você só aprende falando, então trabalhamos muito a palavra ‘teatrinho’, que parece infantil, mas acaba sendo aplicada a diversas idades. Um exemplo prático: eu posso te dar aula sobre os alimentos que tem em inglês. Eu falar, você repetir, ou então eu te apresento essas palavras, coloco no quadro com imagens e vídeo. Encenamos que estamos em um restaurante. Eu sou o garçom, você é o cliente. A gente acaba trabalhando dessa forma mais lúdica e tem dado um resultado fantástico”, revela Sanchs.
Expandir o projeto
Segundo o coordenador, o programa realizado em Manaus já passou da fase experimental e está se expandindo. “Já começamos com as crianças a partir de quatro anos de idade, no 2º período do ensino infantil, até o 5º ano, o que corresponde a idade de aproximadamente 9 ou 10 anos. A cada ano estamos ampliando para mais séries. Fazemos outras atividades e os projetos incentivam outras instituições também”, disse.
Karla Vargas defende a difusão de projetos como o Projeto Integral Bilíngüe do colégio Martha Falcão, pela rede de ensino nacional. “Eu acredito que deveria ser estendido para todas as escolas. Se a criança souber desde cedo é melhor. A dificuldade para o adulto é muito maior, na infância eles aprendem com tranqüilidade e sem conflitos”, ressalta.
por: Letícia Rosângela de Andrade Santos Dutra
Referências:
http://acritica.uol.com.br/vida/Criancas-bilingues-linguas-infancia-aprendizado_0_478752456.html
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Ensino de Línguas para Crianças
O ensino de línguas para crianças gera polêmica. Afinal as crianças tem capacidade de aprender uma língua estrangeira em tenra idade? A aprendizagem de outra idioma durante a alfabetização pode prejudicar o desenvolvimento da língua materna?
As opiniões se divergem, e assim como há aqueles que defendem o ensino de idiomas para crianças, também há aqueles que se opõem, justificando sua postura.
Meu objetivo não é concluir a questão, e sim, apenas apresentar alguns pontos de vista distintos.
Ana Paula de Lima, da UFSC, diz que segundo Castro (1996) acreditava-se que aprender uma segunda língua na fase de alfabetização poderia prejudicar o desenvolvimento da língua materna. Porém, segundo o primeiro princípio da psicologia Vygotskiana, que se refere à relação entre pensamento e linguagem, defende-se que, ao contrário do que muitos imaginavam e ainda imaginam, o aprendizado de uma língua estrangeira na fase de alfabetização contribui para o aprendizado da língua materna.
Outros autores também acreditam que as crianças apresentam algumas vantagens com relação ao adulto (Hatch, 1983; McLaughlin,1984, apud Assis-Peterson e Gonçalves, 2000/2001), e teorias defendem que o ensino de língua estrangeira para crianças seja viável, como por exemplo, a hipótese do período crítico (Lennenberg, 1967,apud Assis-Peterson e Gonçalves 2000/2001), que estabelece que há um período fixo de até, aproximadamente, 10 anos de idade, duranteo qual o aprendizado de uma segunda língua ocorre naturalmente.
De acordo com Brown (2001) a diferença primária entre o aprendiz adulto e a criança recai no foco de atenção de ambos. O foco de atenção da criança é espontâneo e periférico, enquanto o adulto consegue conscientemente focar sua atenção nas formas da língua. É por esta razão, principalmente, ressalta o referido autor, que se acredita que a criança não coloca, necessariamente, tanto esforço quanto o adulto para conseguir aprender línguas.
Mayra Rafaela Closs Bragotto Barros Peterlevitz, embasada em Lev S. Vygotsky, diz que para ele a linguagem humana tem função de comunicação entre os indivíduos ao mesmo tempo em que ordena os acontecimentos cotidianos em categorias conceituais compartilhadas pelos usuários desta mesma linguagem. Em processos de abstração e generalização a criança vai gradualmente nomeando objetos, o que significa colocá-los em uma categoria à qual pertencem outros objetos com características essenciais comuns. A fala e a descoberta do mundo, portanto, ocorrem simultaneamente. Enquanto a criança aprende a se expressar através das palavras, ele descortina a riqueza do ambiente à sua volta. Caso a aquisição de um outro idioma se dê durante a infância, ele participa deste crescimento intelectual, alargando os horizontes de modo mais intenso do que no caso da criança que tem apenas contato com a língua materna.
O professor Lauchlan Fraser, da Universidade de Strathclyde, na Escócia, o bilinquismo é visto como benéfico na infância, o que vem a ajudar no vocabulário e na compreensão das idéias, além de ativar a atenção seletiva. Sendo assim, acredita ele que é de grande importância os pais incentivarem seus filhos a falarem outros idiomas, o que ajudará e muito no desenvolvimento das crianças.
No Jornal Estado de São Paulo, a jornalista Paula Moura apresenta algumas vantagens e desvantagens, técnicas e sugestões, vejamos:
Vantagens
Por volta dos 3 anos, o cérebro da criança está em ótima fase para aprender idiomas. E aprender brincando
torna o ensino e a relação com a língua mais agradáveis. Para os pais, é mais prático chamar um professor em casa.
Técnicas
O aprendizado é facilitado se o ensino é feito a partir do que é útil para a criança se comunicar e da forma em que o idioma materno é aprendido: pela prática em situações concretas e cotidianas.
Desvantagens
Criança perde tempo em que poderia brincar livremente, o que é muito importante para seu desenvolvimento. E, se os pais não têm contato com o idioma ou não estimulam o convívio com ele em outros momentos, o aprendizado pode ser perdido. Além disso, em casa ela perde convívio com outras crianças.
Cuidados
Se o tempo da criança não for respeitado, ela pode criar uma antipatia à língua que pode prejudicar seus estudos futuros.
Veja essa reportagem sobre o tema, que enriquece a discussão:
Por: Brunna Stefanya Leal Lima Cabral
Referências Bibliográficas
Brown, D.2001. Teaching by Principles. New York: Pearson Education.
Cadernos da Pedagogia - Ano 2, Vol.2, No.3 jan./jul 2008. Páginas 296-297.
CASTRO, Solange T. Ricardo de. ‘As teorias de aquisição/aprendizagem de 2ª língua/língua estrangeira: implicações para a sala de aula’. Contexturas, nº 3, 1996, p. 39 – 46.
ASSIS-PETERSON, Ana Antônia de; e GONÇALVES, Margarida de O. C. ‘Qual é a melhor idade para aprender línguas? Mitos e fatos’.Contexturas, nº5, 2000/2001, p. 11 – 26.
Endereços Viturais
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502007000200005
http://www.oficinadanet.com.br/post/8749-falar-mais-de-um-idioma-ajuda-criancas-em-seu-desenvolvimento-intelectual
http://www.webartigos.com/artigos/o-ensino-de-idioma-para-criancas/29767/
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,criancas-pequenas-aprendem-segundo-idioma-em-casa,605490,0.htm
http://www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/viewFile/48/41
As opiniões se divergem, e assim como há aqueles que defendem o ensino de idiomas para crianças, também há aqueles que se opõem, justificando sua postura.
Meu objetivo não é concluir a questão, e sim, apenas apresentar alguns pontos de vista distintos.Ana Paula de Lima, da UFSC, diz que segundo Castro (1996) acreditava-se que aprender uma segunda língua na fase de alfabetização poderia prejudicar o desenvolvimento da língua materna. Porém, segundo o primeiro princípio da psicologia Vygotskiana, que se refere à relação entre pensamento e linguagem, defende-se que, ao contrário do que muitos imaginavam e ainda imaginam, o aprendizado de uma língua estrangeira na fase de alfabetização contribui para o aprendizado da língua materna.
Outros autores também acreditam que as crianças apresentam algumas vantagens com relação ao adulto (Hatch, 1983; McLaughlin,1984, apud Assis-Peterson e Gonçalves, 2000/2001), e teorias defendem que o ensino de língua estrangeira para crianças seja viável, como por exemplo, a hipótese do período crítico (Lennenberg, 1967,apud Assis-Peterson e Gonçalves 2000/2001), que estabelece que há um período fixo de até, aproximadamente, 10 anos de idade, duranteo qual o aprendizado de uma segunda língua ocorre naturalmente.
De acordo com Brown (2001) a diferença primária entre o aprendiz adulto e a criança recai no foco de atenção de ambos. O foco de atenção da criança é espontâneo e periférico, enquanto o adulto consegue conscientemente focar sua atenção nas formas da língua. É por esta razão, principalmente, ressalta o referido autor, que se acredita que a criança não coloca, necessariamente, tanto esforço quanto o adulto para conseguir aprender línguas.
Mayra Rafaela Closs Bragotto Barros Peterlevitz, embasada em Lev S. Vygotsky, diz que para ele a linguagem humana tem função de comunicação entre os indivíduos ao mesmo tempo em que ordena os acontecimentos cotidianos em categorias conceituais compartilhadas pelos usuários desta mesma linguagem. Em processos de abstração e generalização a criança vai gradualmente nomeando objetos, o que significa colocá-los em uma categoria à qual pertencem outros objetos com características essenciais comuns. A fala e a descoberta do mundo, portanto, ocorrem simultaneamente. Enquanto a criança aprende a se expressar através das palavras, ele descortina a riqueza do ambiente à sua volta. Caso a aquisição de um outro idioma se dê durante a infância, ele participa deste crescimento intelectual, alargando os horizontes de modo mais intenso do que no caso da criança que tem apenas contato com a língua materna.
O professor Lauchlan Fraser, da Universidade de Strathclyde, na Escócia, o bilinquismo é visto como benéfico na infância, o que vem a ajudar no vocabulário e na compreensão das idéias, além de ativar a atenção seletiva. Sendo assim, acredita ele que é de grande importância os pais incentivarem seus filhos a falarem outros idiomas, o que ajudará e muito no desenvolvimento das crianças.
Vantagens
Por volta dos 3 anos, o cérebro da criança está em ótima fase para aprender idiomas. E aprender brincando
torna o ensino e a relação com a língua mais agradáveis. Para os pais, é mais prático chamar um professor em casa.
Técnicas
O aprendizado é facilitado se o ensino é feito a partir do que é útil para a criança se comunicar e da forma em que o idioma materno é aprendido: pela prática em situações concretas e cotidianas.
Desvantagens
Criança perde tempo em que poderia brincar livremente, o que é muito importante para seu desenvolvimento. E, se os pais não têm contato com o idioma ou não estimulam o convívio com ele em outros momentos, o aprendizado pode ser perdido. Além disso, em casa ela perde convívio com outras crianças.
Cuidados
Se o tempo da criança não for respeitado, ela pode criar uma antipatia à língua que pode prejudicar seus estudos futuros.
Veja essa reportagem sobre o tema, que enriquece a discussão:
Por: Brunna Stefanya Leal Lima Cabral
Referências Bibliográficas
Brown, D.2001. Teaching by Principles. New York: Pearson Education.
Cadernos da Pedagogia - Ano 2, Vol.2, No.3 jan./jul 2008. Páginas 296-297.
CASTRO, Solange T. Ricardo de. ‘As teorias de aquisição/aprendizagem de 2ª língua/língua estrangeira: implicações para a sala de aula’. Contexturas, nº 3, 1996, p. 39 – 46.
ASSIS-PETERSON, Ana Antônia de; e GONÇALVES, Margarida de O. C. ‘Qual é a melhor idade para aprender línguas? Mitos e fatos’.Contexturas, nº5, 2000/2001, p. 11 – 26.
Endereços Viturais
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502007000200005
http://www.oficinadanet.com.br/post/8749-falar-mais-de-um-idioma-ajuda-criancas-em-seu-desenvolvimento-intelectual
http://www.webartigos.com/artigos/o-ensino-de-idioma-para-criancas/29767/
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,criancas-pequenas-aprendem-segundo-idioma-em-casa,605490,0.htm
http://www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/viewFile/48/41
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