sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ESTÁ CHEGANDO A HORA DA FOLIA!!!

Projeto Conhecendo a História do Carnaval


 

 
 
 
Tema : Carnaval
Público alvo: Alunos da Ed. Infantil
Duração:cinco dias
Inicio: 04/02/13
 
 
 
 
 
 
 
Justificativa

A comemoração do Carnaval tem um significado todo especial em nosso país é uma das festas mais esperadas por grande parte das pessoas, por sua tradição, cor, ritmo e magia.

Objetivos

* Reconhecer o Carnaval como uma manifestação cultural brasileira,sua origem e suas características;
* Identificar músicas de Carnaval;
* Cantar e dançar marchinhas carnavalescas e outros ritimos;
* Produzir trabalhos de artes como pintura,desenho,recorte e colagem;
* Despertar no aluno o interesse em relação às folias carnavalescas resgatando as tradições.
Desenvolvimento

Conte brevemente a história do Carnaval e ressalte as diversas maneiras de comemorá-lo (Ruas, blocos, bailes, concursos de fantasias, desfile de escolas de Samba).
Providencie fotos ou imagens para que as crianças possam visualizar algumas manifestações carnavalescas e ritmos diversos (Frevo / Axé/ Marchinhas) para debates e comentários.
Elabore um mural com gravuras carnavalescas;
apresente alguns passos das danças carnavalescas e incentive-os a realiza-los.
Roda de conversa: (Pedindo que cada criança diga de qual personagem gostaria que fosse a sua fantasia nesse Carnaval e peça para que cada criança se desenhe com essa fantasia).
Oficina de Maracas: Pintar os maracas com as crianças, em seguida trabalhar com elas música, ritmo e expressão corporal.
Oficina de Enfiagem: Montar uma Oficina de Arte onde cada criança irá fazer seu próprio colar com canudos coloridos e materiais diversos.
Oficina de máscaras: Confeccionar com EVA máscaras enfeitadas com lantejoulas,areia colorida,etc.
Oficina de música:Apresentar algumas marchinhas carnavalescas para trabalhar as rimas completando-as oralmente.
Apresente Marchinhas de Carnaval antigas às crianças.

 
Recursos

EVAs, TNT,som,revistas e jornais,cola,tesoura,canudos,fantasias,fantoches.
Culminância

Apresentar a história do carnaval de forma dinâmica(utilizando fantoches e/ou dramatizando)
Promover o Baile de Carnaval na escola com danças(marchinhas,samba,maracatu,afoxé,frevo)
Durante o baile promover um desfile de fantasias incentivando a participação de todas as crianças.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte das imagens:
http://www.escolainternacional.com.br/bra/idx_acontece_int.php?projetos&id=504
http://www.perpetuosocorro.com.br/carnaval-educacao-infantil/
http://augustopaulinofilho.blogspot.com/2012/06/no-dia-do-meio-ambiente-turma-1503.html
 
Postado por Laudicéia Moraes







quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ANIMANDO CANTANDO

 

 
 
Postado por Valdinéia Morais
 preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares).
Uma dica para o primeiro dia de aula

RETRATO FALADO

Diga à classe que todos vão ganhar um retrato.
Pregue na parede uma folha de papel Kraft da altura da criança.
Posicione o aluno de modo que fique encostado na folha e, com um lápis, desenhe o contorno do corpo dele. Estimule a turma a dizer como é o cabelo, o rosto, se usa óculos etc.
Durante a atividade, repita muitas vezes o nome do aluno, para que os colegas memorizem.
Faça o retrato de todos. Por fim, peça a um colega que desenhe o seu contorno, repetindo o processo de observação, para que as crianças também se familiarizem com você. Pendure os desenhos na parede e elogie o grupo.
Nos dias seguintes, logo na entrada, pergunte à classe quem é cada um dos colegas desenhados e se ele está presente. Se estiver, ganha uma salva de palmas. Deixe os papéis expostos por algum tempo.
É importante para os pequeninos que suas produções permaneçam ali até eles se sentirem pertencentes ao grupo e ao ambiente
OS MATERIAIS QUE VAMOS USAR

Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos, pincel, tesoura ou um pouco de argila.
Peça às crianças que procurem, em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas.
Oriente a busca dizendo quente, se o que procuram está perto, morno, se está a uma distância média, ou frio, quando estiver longe.
Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um.
Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado.
MEU NOME É...

Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda.
Peça que cada uma identifique seu nome.
Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes.
Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as

Agrupe as crianças de acordo com as afinidades.
Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome.
Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá.
Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural.
Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.


Recomendado para: Educação Infantil
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA - 2005
Postado por Valdinéia Morais

O Papel da Brincadeira no Desenvolvimento da Criança.


O Papel da Brincadeira no Desenvolvimento da Criança.

Pode-se afirmar que Piaget muito tem contribuído com suas teorias para a educação. Segundo ele, as brincadeiras possuem um papel fundamental no desenvolvimento infantil.
Para Piaget, o ato de brincar faz parte do cenário infantil, e, portanto, deve ser percebido como instrumento que possibilite a interação entre as crianças, bem como estimular de suas funções psíquicas, motoras e cognitivas.
Ao analisar o comportamento infantil e o desenvolvimento da criança nos vários períodos da vida, o autor ressalta a importância da brincadeira como estímulo a habilidades distintas, tais como a coordenação motora, o desenvolvimento da linguagem no ato da socialização com os colegas, o estabelecimento de regras, o raciocínio lógico, etc.
Segundo ele, o período sensório - motor (0 a 2 anos de idade) se caracteriza pela aquisição de um tipo de inteligência baseada nas sensações e na motricidade da criança. Dessa forma, esse período é propício ao desenvolvimento de brincadeiras que estimulem os sentidos e os movimentos das crianças.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Já o período pré-operacional (2 a 7 anos de idade) consiste no início da socialização. Nesse período a criança passa pelo processo de representação mental e verbal, o ato de brincar se torna algo espontâneo e ao mesmo tempo imaginário, o que a leva a criar e reinventar inúmeros personagens.
Partindo dessas considerações, durante uma brincadeira, ao assumir e distribuir papéis, segundo a concepção de Piaget, a criança possui a capacidade de fazer operações mentais, que segundo ele “precisam já ter feito parte da experiência empírica do indivíduo”, ou seja, ao brincar, a criança muitas vezes está recriando algum acontecimento vivido ou presenciado por ela em algum momento.
Desse modo, podemos dizer que a criança opera mentalmente e assimila o que acontece a sua volta demonstrando através de esquemas e ações representativas. Ao brincar, de casinha, por exemplo, a criança imita ou recria acontecimentos ocorridos no seio da sua própria família, e isso na maioria das vezes é perceptível quando as crianças imitam durante as brincadeiras a figura dos pais ou do professor.
Nesse período, segundo Piaget, “o indivíduo só opera mentalmente com dados que já tenham feito parte de sua experiência e que possam ser mentalmente manipulados”. Por isso a importância do lúdico nessa etapa do desenvolvimento da criança, pois através da brincadeira envolvendo o material concreto, ela vai associando o que o professor diz a um objeto que foi usado durante uma aula, como por exemplo, uma dobradura para ilustrar uma letra do alfabeto, etc, considerando que através de uma referência a criança consegue assimilar ou operar mentalmente o que fora dito.
Se você deseja saber mais sobre as fases de desenvolvimento da criança assista o vídeo abaixo:
 
Você também poderá gostar de assistir:
 
Por: Rosimeire Rocha Lionel

Referência:
SANTOS, Núbia Schaper. Os dois primeiros estágios do desenvolvimento na teoria de Piaget. Faculdade de Educação -Universidade Federal de Juiz de Fora, 2012.

 
 

A rotina na educação infantil


ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A rotina é um elemento importante da Educação Infantil, por proporcionar à criança sentimentos de estabilidade e segurança. Também proporciona à criança maior facilidade de organização espaço-temporal, e a liberta do sentimento de estresse que uma rotina desestruturada pode causar. Entretanto, como vimos, a rotina não precisa ser rígida, sem espaço para invenção (por parte dos professores e das crianças). Pelo contrário a rotina pode ser rica, alegre e prazerosa, proporcionado espaço para a construção diária do projeto político-pedagógico da instituição de Educação Infantil.
Após a chegada, o educador deve organizar a roda de conversa, onde as crianças podem trocar idéias e falar sobre suas vivências. Aqui cabe ao educador organizar o espaço, para que todos os que desejam possam falar, para que todos estejam sentados de forma que possam ver-se uns aos outros, além de fomentar as conversas, estimulando as crianças a falarem, e promovendo o respeito pela fala de cada um.
Através das falas, o professor pode conhecer cada um de seus alunos, e observar quais são os temas e assuntos de interesse destas. Na roda, o educador pode desenvolver atividades que estimulam a construção do conhecimento acerca de diversos códigos e linguagens, como, por exemplo, marcação do dia no calendário, brincadeiras com crachás contendo os nomes das crianças, jogos dos mais diversos tipos (visando apresentá-los às crianças para que, depois, possam brincar sozinhas) e outras.
Também na roda deverão ser feitas discussões acerca dos projetos que estão sendo trabalhados pela classe, além de se apresentar às crianças as atividades do dia, abrindo, também, um espaço para que elas possam participar do planejamento diário. O tempo de duração da roda deve equilibrar as atividades a serem ali desenvolvidas e a capacidade de concentração/interação das crianças neste tipo de atividade.

A rotina na educação infantil
 
Rotina à estrutura básica, da espinha dorsal das atividades do dia. A rotina diária é o desenvolvimento prático do planejamento. É também a seqüência de diferentes atividades que acontecem no dia-a-dia da creche e é esta seqüência que vai possibilitar que a criança se oriente na relação tempo-espaço e se desenvolva. Uma rotina adequada é um instrumento construtivo para a criança, pois permite que ela estruture sua independência e autonomia, além de estimular a sua socialização.

Maria Carmen Barbosa e Maria da Graça Horn, afirma em Organização do Espaço e do Tempo na Escola Infantil.

“O cotidiano de uma Escola Infantil tem de prever momentos diferenciados que certamente não se organizarão da mesma forma para crianças maiores e menores. Diversos tipos de atividades envolverão a jornada diária das crianças e dos adultos: o horário da chegada, a alimentação, a higiene, o repouso, as brincadeiras – os jogos diversificados – como o faz-de-conta, os jogos imitativos e motores, de exploração de materiais gráficos e plásticos – os livros de histórias, as atividades coordenadas pelo adulto e outras".


Assim, para organizar estas atividades no tempo, é fundamental levar em consideração três diferentes necessidades das crianças:
“As necessidades biológicas, como as relacionadas ao repouso, à alimentação, à higiene e à sua faixa etária; as necessidades psicológicas, que se referem às diferenças individuais como, o tempo e o ritmo de cada um; as necessidades sociais e históricas que dizem respeito à cultura e ao estilo de vida”.
É interessante aqui reforçar a idéia de que a rotina deve prever pouca espera das crianças, principalmente durante os períodos de higiene e de alimentação. A espera pode ser evitada se organizarmos a nossa sala de aula de maneira que a criança tenha a possibilidade de realizar outras atividades, de forma mais autônoma, tendo livre acesso a espaços e materiais, enquanto o professor está atendendo uma única criança.

Atividades de organização coletiva
 
As crianças definem o que desejam fazer, e para isso é necessário que o ambiente, em termos de materiais e espaços, dê condições. Já as crianças maiores podem participar na própria organização das atividades. Uma festa, por exemplo, é uma atividade coletiva que pode ser organizada junto com as crianças. O mesmo pode ser feito com relação a um passeio, uma visita fora da instituição.

Atividades de cuidado pessoal

Não devemos separar o “cuidar”do “educar”. Uma das preocupações básicas das atividades de cuidado pessoal é com a saúde, entendendo a saúde como sendo o bem-estar físico, psicológico e social da criança. A higiene, o sono e a alimentação são algumas das principais condições para a sua vida, é necessária uma atenção maior em relação à limpeza e aos hábitos adequados de higiene. Também a alimentação é muito importante e não deve ser encarada com momento de dificuldade e de tensão. É importante observarmos alguns detalhes, tais como: o uso do guardanapo, a utilização correta dos talheres, e a ingestão de líquidos no momento adequado.
É possível organizar na creche brincadeiras e músicas que envolvam questões de higiene e alimentação. O sono é outro fator relevante para a saúde da criança, o ideal é que sejam ofertadas outras opções de atividades para as crianças que não querem ou não conseguem dormir. O problema da exigência dos momentos de sono da criança é o resultado da falta de pessoal. Mas isso não é correto? Importante: as crianças nunca devem dormir sem a presença de um adulto para atender a qualquer eventualidade, como passar mal, acordar aos sustos, por exemplo. Além disso, o horário é de descanso das crianças e não do profissional, que neste momento está trabalhando!

O momento do banho é especial para a criança na creche. No berçário, devemos cuidar da temperatura da água, arrumar as roupas antecipadamente e escolher os brinquedos para entreter a criança antes, durante e após o banho. No maternal pode-se dar banhos de mangueira nas crianças, ou mesmo instalar chuveiros externos quando as condições climáticas assim permitirem.

Atividades dirigidas

Na creche, as atividades dirigidas são aquelas que o professor realiza com uma ou poucas crianças, procurando chamar a atenção pra algum elemento novo do ambiente, como uma figura, uma brincadeira com som etc. No momento em que as crianças aprendem a andar é relevante realizar passeios pela creche. O adulto deve coordenar inúmeras atividades com as crianças, a partir de certa idade, tais como: contar histórias, fazer teatro com fantoches, ensinar músicas e brincadeiras de roda, brincar de esconde-esconde. O interessante é propor atividades à criança e deixá-la segura para escolher a forma de participar. Isso significa respeitar seu ritmo, confiar na criança, na sua capacidade de ação e na liberdade que tem para expressar seus sentimentos.

Atividades livres (isto é, menos dirigidas pelo professor)

Estas atividades devem fazer parte d programação diária de todos os grupos de crianças, desde o berçário até a turma dos maiores. Cabe a este organizar espaços e momentos para que as crianças livremente explorem o ambiente e escolham suas atividades específicas, mas é sempre interessante que o professor intervenha na coordenação das brincadeiras quando assim for necessário e integre-se como participante.

Por: Rosimeire Rocha Lionel
Referências


 

 

 

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Crianças bilíngües: o ensino de línguas na infância pode ajudar no aprendizado.

O ser humano está sempre aberto ao aprendizado de coisas novas. Mas, de um modo geral, as crianças e jovens aprendem com maior facilidade que os adultos. Pesquisas apontam que nos primeiros anos de vida a área do cérebro responsável pela linguagem está mais ativa.  Aprender uma nova língua, além da nativa, pode ser mais fácil para as crianças e adolescentes.
O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs, acredita que o ensino de línguas deve ocorrer ainda na infância. “Diversos estudos demonstram que a partir dos 3 anos de idade já é ideal para criança aprender e previne doenças como o mal de Alzheimer. Os estudos demonstram ainda que as pessoas que tem o ensino de idiomas na sua infância possuem facilidade maior de assimilação de outras disciplinas e raciocínio. É com base nessas teorias que incentivamos nossos alunos”, conta.       
Karla Vargas é mãe de duas crianças, uma de cinco e outra de 9 anos. Eles já são bilíngües. “Aprendi outra língua já bem mais velha. Na verdade não se dava tanta importância como é dada hoje. Atualmente o inglês é fundamental no ensino da criança. Por isso a iniciativa de começar mais cedo. Isso significa para as nossas crianças uma influência muito positiva, eles descobrem um mundo novo, mais abrangente e com mais oportunidades”, revela a mãe que também é presidente da Associação de Pais Mestres da escola de seus filhos.
Os filhos de Karla não estudam em escolas especializadas no ensino exclusivo de idiomas. O casal de crianças ganha fluência em um novo idioma na própria escola em que cursam o ensino regular.
O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs é um dos responsáveis pela implantação do Projeto Integral Bilíngue nas escolas Pinocchio e Martha Falcão, ambas em Manaus.
“O projeto foi idealizado em 2008 quando fizemos uma vasta pesquisa em diversas outras instituições do Brasil inteiro, para trazer pra Manaus algo inovador e pioneiro. De manhã o aluno tem o ensino regular com as disciplinas normais do currículo e a partir de 11h30, quando ele sai da sala de aula inicia o projeto.Ele passa a ter uma imersão no idioma. Nós trabalhamos muito a palavra imersão, exatamente com essa palavra que conseguimos traduzir o projeto. Os alunos aprendem o idioma vivenciando o que eles tem no dia a dia”, conta.
As crianças com idade entre quatro e dez anos podem ser matriculadas no projeto, que é realizado das 11h30 às 17h30 nos mesmos dias letivos do ensino regular.
Após as aulas eles fazem atividades artísticas, lúdicas e praticam esportes. Durante 6 horas diárias as crianças se comunicam exclusivamente em inglês.
A metodologia diferenciada
O ensino de um novo idioma para as crianças exige uma metodologia especial que envolve atividades mais lúdicas. “É diferenciada sim, no entanto, tem um ponto em comum: a prática. Você só aprende falando, então trabalhamos muito a palavra ‘teatrinho’, que parece infantil, mas acaba sendo aplicada a diversas idades. Um exemplo prático: eu posso te dar aula sobre os alimentos que tem em inglês. Eu falar, você repetir, ou então eu te apresento essas palavras, coloco no quadro com imagens e vídeo. Encenamos que estamos em um restaurante. Eu sou o garçom, você é o cliente. A gente acaba trabalhando dessa forma mais lúdica e tem dado um resultado fantástico”, revela Sanchs.      
Expandir o projeto
Segundo o coordenador, o programa realizado em Manaus já passou da fase experimental e está se expandindo. “Já começamos com as crianças a partir de quatro anos de idade, no 2º período do ensino infantil, até o 5º ano, o que corresponde a idade de aproximadamente 9 ou 10 anos. A cada ano estamos ampliando para mais séries. Fazemos outras atividades e os projetos incentivam outras instituições também”, disse.
Karla Vargas defende a difusão de projetos como o   Projeto Integral Bilíngüe do colégio Martha Falcão, pela rede de ensino nacional. “Eu acredito que deveria ser estendido para todas as escolas. Se a criança souber desde cedo é melhor. A dificuldade para o adulto é muito maior, na infância eles aprendem com tranqüilidade e sem conflitos”, ressalta.



                                                                                 por: Letícia Rosângela de Andrade Santos Dutra

 

 

Referências:

http://acritica.uol.com.br/vida/Criancas-bilingues-linguas-infancia-aprendizado_0_478752456.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ensino de Línguas para Crianças

        O ensino de línguas para crianças gera polêmica. Afinal as crianças tem capacidade de aprender uma língua estrangeira em tenra idade? A aprendizagem de outra idioma durante a alfabetização pode prejudicar o desenvolvimento da língua materna?
       As opiniões se divergem, e assim como há aqueles que defendem o ensino de idiomas para crianças, também há aqueles que se opõem, justificando sua postura. 

        Meu objetivo não é concluir a questão, e sim, apenas apresentar alguns pontos de vista distintos.
      Ana Paula de Lima, da UFSC, diz que segundo Castro (1996) acreditava-se que aprender uma segunda língua na fase de alfabetização poderia prejudicar o desenvolvimento da língua materna. Porém, segundo o primeiro princípio da psicologia Vygotskiana, que se refere à relação entre pensamento e linguagem, defende-se que, ao contrário do que muitos imaginavam e ainda imaginam, o aprendizado de uma língua estrangeira na fase de alfabetização contribui para o aprendizado da língua materna.
          Outros autores também acreditam que as crianças apresentam algumas vantagens com relação ao adulto (Hatch, 1983; McLaughlin,1984, apud Assis-Peterson e Gonçalves, 2000/2001), e teorias defendem que o ensino de língua estrangeira para crianças seja viável, como por exemplo, a hipótese do período crítico (Lennenberg, 1967,apud Assis-Peterson e Gonçalves 2000/2001), que estabelece que há um período fixo de até, aproximadamente, 10 anos de idade, duranteo qual o aprendizado de uma segunda língua ocorre naturalmente.
         De acordo com Brown (2001) a diferença primária entre o aprendiz adulto e a criança recai no foco de atenção de ambos. O foco de atenção da criança é espontâneo e periférico, enquanto o adulto consegue conscientemente focar sua atenção nas formas da língua. É por esta razão, principalmente, ressalta o referido autor, que se acredita que a criança não coloca, necessariamente, tanto esforço quanto o adulto para conseguir aprender línguas.
        Mayra Rafaela Closs Bragotto Barros Peterlevitz, embasada em Lev S. Vygotsky, diz que para ele a linguagem humana tem função de comunicação entre os indivíduos ao mesmo tempo em que ordena os acontecimentos cotidianos em categorias conceituais compartilhadas pelos usuários desta mesma linguagem. Em processos de abstração e generalização a criança vai gradualmente nomeando objetos, o que significa colocá-los em uma categoria à qual pertencem outros objetos com características essenciais comuns. A fala e a descoberta do mundo, portanto, ocorrem simultaneamente. Enquanto a criança aprende a se expressar através das palavras, ele descortina a riqueza do ambiente à sua volta. Caso a aquisição de um outro idioma se dê durante a infância, ele participa deste crescimento intelectual, alargando os horizontes de modo mais intenso do que no caso da criança que tem apenas contato com a língua materna.

          O professor Lauchlan Fraser, da Universidade de Strathclyde, na Escócia, o bilinquismo é visto como benéfico na infância, o que vem a ajudar no vocabulário e na compreensão das idéias, além de ativar a atenção seletiva. Sendo assim, acredita ele que é de grande importância os pais incentivarem seus filhos a falarem outros idiomas, o que ajudará e muito no desenvolvimento das crianças. 
          No Jornal Estado de São Paulo, a jornalista Paula Moura apresenta algumas vantagens e desvantagens, técnicas e sugestões, vejamos:
Vantagens
Por volta dos 3 anos, o cérebro da criança está em ótima fase para aprender idiomas. E aprender brincando
torna o ensino e a relação com a língua mais agradáveis. Para os pais, é mais prático chamar um professor em casa.

Técnicas
O aprendizado é facilitado se o ensino é feito a partir do que é útil para a criança se comunicar e da forma em que o idioma materno é aprendido: pela prática em situações concretas e cotidianas.

Desvantagens
Criança perde tempo em que poderia brincar livremente, o que é muito importante para seu desenvolvimento. E, se os pais não têm contato com o idioma ou não estimulam o convívio com ele em outros momentos, o aprendizado pode ser perdido. Além disso, em casa ela perde convívio com outras crianças.

Cuidados
Se o tempo da criança não for respeitado, ela pode criar uma antipatia à língua que pode prejudicar seus estudos futuros.

Veja essa reportagem sobre o tema, que enriquece a discussão: 


                                                                                                                    Por: Brunna Stefanya Leal Lima Cabral

 Referências Bibliográficas

Brown, D.2001. Teaching by Principles. New York: Pearson Education.

Cadernos da Pedagogia - Ano 2, Vol.2, No.3 jan./jul 2008. Páginas 296-297.

CASTRO, Solange T. Ricardo de. ‘As teorias de aquisição/aprendizagem de 2ª língua/língua estrangeira: implicações para a sala de aula’. Contexturas, nº 3, 1996, p. 39 – 46.

ASSIS-PETERSON, Ana Antônia de; e GONÇALVES, Margarida de O. C. ‘Qual é a melhor idade para aprender línguas? Mitos e fatos’.Contexturas, nº5, 2000/2001, p. 11 – 26.

Endereços Viturais

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502007000200005
http://www.oficinadanet.com.br/post/8749-falar-mais-de-um-idioma-ajuda-criancas-em-seu-desenvolvimento-intelectual
http://www.webartigos.com/artigos/o-ensino-de-idioma-para-criancas/29767/
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,criancas-pequenas-aprendem-segundo-idioma-em-casa,605490,0.htm

http://www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/viewFile/48/41